Quinta-feira, Novembro 23, 2006

E vão 334!
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Domingo, Novembro 19, 2006

em resposta ao último post do Luís Tarroso, devo dizer que, infelizmente, não é possível fazer moderação de assinaturas no petition online. ou então eu não estou a conseguir por algum motivo ! Evidentemente que já teria apagado os comentários anormalizados se fosse possível.

Pedro Guimarães

um grande erro

Parece-me um grande erro que na Petição se aceitem alguns comentários contra a Petição. O único efeito desta pseudo-democracia de ouvir o “adversário” é descredibilizar um assunto sério.

Uma petição é, por natureza, um
espaço não plural, ao contrário do que se afirma nalguns comentários. Uma petição dá voz apenas a uma de várias posições possíveis sobre determinado assunto, posição essa que no entender dos peticionários é a mais acertada. Neste caso, a Petição pretende chamar a atenção para o trabalho que a Sofia Saldanha tem vindo a fazer desde há muitos anos na RUM, criticando a decisão da Administração de a afastar e/ou de excluir os seus programas (pelos vistos nem isso a RUM esclarece…) sem qualquer explicação.

Quem não concorda com o conteúdo desta Petição (ou não concorda com a maioria do que lá é exposto) tem duas soluções:
ou não assina ou toma uma posição contra. Por isso, quem ficar indignado com esta Petição ao ponto de achar que deve manifestar publicamente a sua posição anti-Petição que faça petições, blogues e sites (tem a internet toda ao dispor), convoque manifestações, dê os parabéns à Administração da RUM ou o que mais entender.

Não pode é,
à custa do trabalho de divulgação e de apelo dos signatários desta Petição, mandar umas bocas, de preferência protegido pelo anonimato ou sob um nome falso.

Por isso, sugiro ao autor e moderador da Petição Pedro Guimarães (e também ao autor do blogue RUM Spirit), que
não dê tempo de antena aos pretensos opositores, em primeiro lugar porque não tem que dar, e em segundo, porque ao fazê-lo, está a desacreditar a Petição e todos, que como eu, a assinaram.

E digo mais: elimine-se da Petição todos os que assinaram e mandaram umas bocas, porque como disse, ou se concorda com o conteúdo e se assina a Petição ou então não se assina.
Haja coerência.

LUÍS TARROSO GOMES

Sexta-feira, Novembro 17, 2006

de um membro da CURUM

é a segunda vez que assino esta petição.

Fico estupefacto com as reacções de pânico que isto esta a criar. Tenho lido aqui as coisas mais honestas e as mais estapafurdias. Isto chegou ao cúmulo de, algumas criancinhas que ja sabem mexer em computadores, fazerem alusoes infelizes ao estaleiro cultural velha-a-branca, a charros e outras coisas muitissimo importantes para o caso. Faz-me lembrar as tácticas que levaram o presidente Clinton a perder o seu cargo, claro está, à escala minorca da socialite bracarense. Até me admira isto ter chegado a vários jornais locais e nacionais.

Eu, como ÚNICO autor desta peticao e do texto atraves dela divulgado, devo dizer que faço parte como mero cooperante do estaleiro cultural velha-a-branca, embora ja tenha feito parte da estrutura directiva. A diferenca entre mim e a direccao da RUM, é que eu, no momento em que achei que o resto da estrutura trabalhadora da velha nao concordava com a minha linha de actuação ( nao confundir com incompetência ) simplesmente demiti-me e passei o cargo a quem se julgasse capaz. Eu nao digo bem, ou deixo de dizer mal, so porque me "dao de comer", que fique claro e que sirva de exemplo.

E para acabar, concordo com um ser iluminado que aqui abaixo escreveu umas baboseiras. Realmente a Sofia não é indispensável. Nenhum entre as centenas de programas com que contribuiu para a radio ao longo de todos estes anos o foi. Alias, ninguem é indispensável. Quem disse tal coisa, nao é de certeza indispensável. Agora tentem retirar todas as pessoas que não são indispensáveis e ficarão com uma rádio dispensável.

Espero que a direcção da RUM tenha a dignidade de instaurar um processo interno, onde todos possam ser ouvidos. Não é nada comigo, mas já passei por situações semelhantes e devo dizer que ganhei um asco a patrões iluminados, daqueles que gostam de empregados submissos e lambe botas, daqueles que despedem porque não "te curtem" ou porque tens ideias. Espero também que esta situação contribua, por exemplo, para clarificar e tornar público os contornos do caso do jornal académico. Esses senhores jornalistas, que como eu são portadores de uma carteira profissional de jornalista, que saibam desempenhar as suas funções e tratem de investigar o caso. Quem ganha é a liberdade de impresa e a própria classe. E se a coisa for bem feita pode ser que mais um espertalhão venha a "lixar" a sua carreira.

p.s.- para quem não foi capaz de perceber, a escolha do tema "Sofia Saldanha" foi para mim apenas um entre muitos cancros que destroem a rádio que me ajudou a crescer. Escolhi-o por mera admiração que sinto enquanto ouvinte e por ser para mim relativamente fácil falar sobre isso. Entendam-no como uma homenagem.

Pedro Guimarães
fotojornalista e amigo/admirador da Sofia.
único membro da CURUM.

não tenho nada a ver com a Universidade do Minho, com a Associação Académica ou qualquer outro orgão privado ou público que tenha interesses na RUM.

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

Crise aberta na Rádio Universitária do Minho

Direcção da estação contestada por suspensão de programas e orientação do projecto.


A Rádio Universitária do Minho (RUM) está a viver momentos conturbados na sequência da suspensão há duas semanas dos programas de Sofia Saldanha, uma das vozes históricas de uma das mais emblemáticas estações de rádio universitária do país. Esta situação levou já à criação de uma petição na Internet, onde está a ser contestado o caminho traçado para a emissora pela actual direcção da instituição.
A petição, chamada A RUM é dos ouvintes e criada pela Comissão dos Utentes da Rádio Universitária do Minho, está a servir de veículo para a contestação não só contra o afastamento de Sofia Saldanha, membro do Sindicato da Poesia, mas também contra o que dizem ser a subversão do projecto da rádio por parte da actual direcção, liderada por Vasco Leão, presidente da Associação Académica, entre 2001 e 2003.
"Esta comissão quer relembrar a administração da RUM, que, apesar das suas tentativas para tornar a rádio uma empresa eficiente, o resultado aparente é uma rádio que cada vez mais se afasta do projecto independente, irreverente e inovador, capaz de proporcionar um verdadeiro serviço público num nicho de mercado infelizmente raro, ou mesmo inexistente", lê-se no texto da petição, assinada ontem ao início da tarde por 298 pessoas.
"É um assunto interno"
Sofia Saldanha, ligada ao projecto da RUM desde 1992 e desde há mais de uma década envolvida em grupos de actividades culturais de Braga, disse ao PÚBLICO desconhecer as razões da suspensão dos programas que mantinha na rádio: o diário de efemérides históricas e de personalidades chamado Agora Aconteceu e o semanal Dicionário, onde era destacado um tema, uma ideia, uma palavra e uma personalidade. Vasco Leão também não quis explicar as razões da suspensão, afirmando apenas que "é um assunto interno da rádio", recusando-se a fazer qualquer comentário.
Como forma de protesto, Mário José Bouça suspendeu também o seu programa na RUM. Outro radialista, José Moças, anunciou na petição que iria igualmente suspender o seu programa, mas entretanto disse ao PÚBLICO que ainda não tomou uma decisão definitiva.
Pessoas ligadas à academia e professores da UM contados pelo PÚBLICO admitem que se têm levantados algumas dúvidas em relação a eventuais conflitos de interesses entre a direcção comercial e editorial nos órgãos de comunicação social da universidade, mas todos eles pediram o anonimato. Lembram o extinto semanário UM Jornal, dirigido pelo jornalista e professor da UM Joaquim Fidalgo, que se demitiu em 2005, por falta de condições para continuar com o projecto independente, depois de um blackout informativo por parte da reitoria, em retaliação contra artigos que não terão agradado ao actual reitor, António Guimarães Rodrigues.


Artigo de Anabela Campos, no jornal Público de hoje.

Essa decisão nunca será directamente de nenhuma administração, comissão ou indivíduo, mas sim fruto da qualidade do trabalho oferecido ao ouvinte e da satisfação que ele experimenta ao premir ‘ON’ no seu aparelho radiofónico.
Só indica que está a prestar o tal serviço num “nicho de mercado” real, mais abrangente e menos elitista (logo, público) conseguindo simultaneamente ser um projecto inovador, expressivo e em expansão; • a Sr.ª Sofia Saldanha, a que «…abdicou de uma identidade física para se tornar “a voz”». Dada a sua actual situação profissional e antiguidade, a exposição/discussão pública de eventuais problemas com a respectiva entidade patronal não é considerada a melhor forma de resolver o tal «assunto interno», seja ele qual for. Está assim, desnecessariamente, posta em causa a imagem da RUM e a da «“voz”» perante aqueles que somente escolhem uma frequência hertziana pelo simples prazer de ouvir rádio. E por falar em escolher… seja qual for o desfecho deste «assunto interno» (que a mim não diz respeito), a escolha, a vontade e o prazer de ouvir a radiofonia será sempre do ouvinte e está à distância de um botão.
Também não quero duvidar do seu profissionalismo, mas nesta petição só está evidente a simpatia de alguns ouvintes e talvez a amizade, para além da sua «“voz”, a mais quente, a mais sensual, a mais radiofónica, a mais nobre, a mais completa.», o que a meu ver não é tudo para se ser um bom profissional, só uma mais-valia. Além disso, pelo que me foi dado a entender no texto da C.U.R.U.M., a Sr.ª Sofia Saldanha não foi definitivamente afastada das suas funções pela sua entidade patronal. Dado isto, eu considero que esta Comissão está a lesar os dois intervenientes directos deste «assunto interno»: • a RUM, a rádio indiciada de «…cada vez mais se afasta daquele projecto independente, irreverente e inovador, capaz de proporcionar verdadeiro serviço público num “nicho de mercado” infelizmente raro ou mesmo praticamente inexistente.» Ora, se esta rádio se está a afastar de projectos que proporcionam serviço público num “nicho de mercado” praticamente inexistente, é positivo!
Não conheço a pessoa em causa. O único motivo que me leva a escrever refere-se à forma de como este «assunto interno» está a ser tratado. É sabido que o objectivo de qualquer empresa é ter sucesso, independentemente da área em que actua. O mesmo se aplica a qualquer indivíduo. Ninguém luta para perder. Neste caso falamos de uma rádio que tem vindo a ampliar a sua cota de ouvintes, suponho que devido ao esforço dos diferentes grupos de pessoas que nela trabalham, por isso não considero correcto avaliar a qualidade de uma rádio somente por um programa (ou rubrica com duração de 3 minutos, como é o caso) e muito menos por uma «“voz” que se tornou ópio de milhares de ouvidos, fazendo seus proprietários fantasiar com a mulher de cuja boca brotam essas frequências paralisantes, de sublime sensualidade.» Não estou a pôr em causa o tipo de programa da Sr.ª Sofia Saldanha. Poderá ser interessante para alguns mas não o considero como o melhor da RUM, e muito menos indispensável.
Depois de Sinatra, tantas outras boas vozes surgiram... Como dizia o António Feio numa entrevista sobre teatro alternativo e experimental: - “Sim. Gosto muito desse tipo de experiências. Mas, prefiro no final dos espectáculos, ter gente a aplaudir!!!” E a comissão de utentes da RUM, prefere ter colegas ouvintes, tal como eles próprios ou prefere qualquer outra coisa??? Força RUM! (É verdade. Para quem não perceber, estas 3 últimas assinaturas fazem parte do mesmo texto!)
Em relação à gestão da rádio, infelizmente, é, cada vez mais, impossível descurar a parte publicitária, fonte enormíssima, e quase única, da maior parte de todos os órgãos de comunicação. Apraz-me ver que nesta rádio, tanto a da Sofia, como também, a de todos os outros, inteligentemente, se soube inovar e crescer sem descurar a parte que alicerçou a génese da rádio. Fico triste por (a denominada) “A Voz” abandonar a RUM. Por o “Agora Aconteceu” deixar de existir. Sim. É um facto triste. Mas, se assim aconteceu, e constatando que quem está a gerir a rádio está a fazê-lo bem, porque se põe em causa? Porque foi a saída d’ “A Voz” a razão para tanto alarido? Se esta direcção sabe gerir, se já o provou, se é um facto incontornável, porque estarão, neste caso, errados?! Se calhar até não estão! Não sei. O que sei é que esta RUM é a minha RUM e que, sem dúvida, está no bom caminho. Continuarei fiel e apoiarei sempre este formato de rádio com “A Voz”, ou sem ela. Até porque...
A RUM é, sem dúvida, para mim, a melhor rádio nacional. Neste mesmo sentido congratulo-me por, actualmente, dar mostras de se estar a tornar líder de audiências, mantendo e melhorando os padrões de conteúdos que sempre apresentou. Conseguiu tornar-se atractiva sem descurar a parte que vossas ex.cias anunciam como fulcral. A demarcação em relação ao marasmo radiofónico que, infelizmente, impera. Por isso mesmo, meus amigos, não me custa mesmo nada ouvir o spot da "Quinta da Malafaia" durante 15 segundos se, a seguir, poder ouvir 1 hora de boa música. Não me custa nada aturar as escolas de condução, as pizarias, os oculistas, se, de seguida, poder desfrutar da qualidade dos programas, da originalidade e da distanciação ao que de tudo igual se faz nos outros sítios. Até estranho o facto de a vossa petição não falar nos spots “pseudo-alternativos” e “lindíssimos” da Velha-a-Branca!!! Se calhar são outros amigos... (Vai mais uma petição???) - Não há mais espaço... e ainda queria dizer tanto... Censuras...


Comentário deixado na petição

Terça-feira, Novembro 14, 2006



O Sindicato de Poesia associa-se aos ouvintes e à sua
comissão para que a voz, da Sofia Saldanha, se
continue a ouvir, na Rádio Universitária do Minho.

" O poema me levará no tempo
Quando eu já não for eu
E passarei sozinha
Entre as mãos de quem lê

O poema alguém o dirá
Às searas

Sua passagem se confundirá
Como rumor do mar com o passar do vento

O poema habitará
O espaço mais concreto e mais atento

No ar claro nas tardes transparentes
Suas sílabas redondas

(Ó antigas ó longas
Eternas tardes lisas)

Mesmo que eu morra o poema encontrará
Uma praia onde quebrar as suas ondas

E entre quatro paredes densas
De funda e devorada solidão
Alguém seu próprio ser confundirá
Com o poema no tempo"

Sophia de Melo Breyner Andersen
Livro Sexto (1962)


à Virginia Lobo:

"A palavra será mais que uma supérflua violência/ ou
um animal errante que perdeu o seu ouvido/ e caminha
na surdez do mundo?"

António Ramos Rosa

O SINDICATO DE POESIA

Segunda-feira, Novembro 13, 2006

"assédio moral no trabalho..."

O descaramento não têm limites? Será que as pessoas sabem, realmente, do que estão a falar? Parece-me que quando a verdade vier ao de cima muitos vão ter vergonha do que escrveram... Sim, porque não sabem sobre o que estão a escrever.

Domingo, Novembro 12, 2006

E vão 286!
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rum spirit

rum spirit

Pode ler-se, na edição da revista Xis do jornal Público deste fim de semana, na entrevista à psicóloga, escritora, e professora universetária, espanhola, Pilar Varela, sobre assédio moral no trabalho, chamado mobing:

"Escolhem uma vítima, alguém que normalmente é um trabalhador bom, honrado, criativo e popular, que de alguma maneira faz sombra a alguém ou gera inveja nos outros. Os que fazem mobing são sempre outros trabalhadores medíocres, maus. Em Psicologia falamos de evil personality, uma personalidade diabólica. As pessoas que fazem assédio moral sobre os outros são verdadeiramente más ou muito narcisistas. Sentem que alguém lhes faz sombra quando lhe devolve uma visão menos positiva de si mesmo. Isto acontece, por exemplo, quando o outro está mais preparado, é mais esperto, mais bondoso, mais honrado, mais esforçado ou mais reconhecido no trabalho. O narcisista ataca moralmente a vítima, persiste nesta atitude durante muito tempo e, muitas vezes, consegue que a vítima se vá autodestruindo, que perca as redes de comunicação, que já não faça bem as tarefas, que se sinta inútil, que ponha em dúvida as sua capacidades e até a sua auto-estima, e que saia da organização."
...
"(...) podem fazê-lo de uma forma tácita, não explícita. Ou seja, não parte de uma decisão do tipo: "vamos dar cabo desta desta ou daquela pessoa." Não é assim que as coisas são feitas, o que acontece é sempre uma atitude tácita, gestos consentidos e não denunciados."
...
"É o triunfo dos medíocres, sim, à custa da destruição de outro colega de trabalho.(...)"

Digam lá se não é isto o que estão a fazer à Sofia!

FORÇA SOFIA!

Aurora